quarta-feira, 27 de novembro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Fumaça
Acordei, mas meus olhos pesam! Será da maçã ou do lexotan?
-Dorme mais um pouquinho.-diss e um pequenino vermelho com galos pontiagudos na cabeça.
-Seja forte e levante!-soprou o passarinho com cara de gente.
Em sonho vi elefantes e suas memórias. Creio ter dormido agitado, o lençol está revirado na cama.
Opa, levantei! Uma, duas colheres de açúcar. Pés descalços à caminho da sala.
Rala, fala, pára, cala... Isso, cala! E rala!
Ah... E tenha um bom dia fora de mim!
Fumaça!
(Daniel Martinez)
-Dorme mais um pouquinho.-diss
-Seja forte e levante!-soprou
Em sonho vi elefantes e suas memórias. Creio ter dormido agitado, o lençol está revirado na cama.
Opa, levantei! Uma, duas colheres de açúcar. Pés descalços à caminho da sala.
Rala, fala, pára, cala... Isso, cala! E rala!
Ah... E tenha um bom dia fora de mim!
Fumaça!
(Daniel Martinez)
vem
Se cai a noite, cai com ela, um pouco, meus olhos. Mas estou com tanta ânsia de viver que um pestanejar já me rouba um tempo precioso. Se o for, se-lo! Se assim for, seja-o! Se pra mim for... Que venha!
(Daniel Martinez)
(Daniel Martinez)
Entremeio
Se acorda-me com sol, brilha mais intenso em cor. Vibra luz da lua em branca-neve-cor . Se me salga em água-mar, tira de mim o que pesa, sobe a onda em meus pés e agarra areia pelas pernas. Se me babas com sorriso, olha-me assim com teu ardor. Te respondo com meu corpo, tremendo com vigor. Olhe agora minha lua que alumia o teu mar. Sal-de-suor-com -branca-nuvem-d e-dentes-a-baba r-e-essa-língua -que-me-chamas- a-fim-de-ela-provar. Pêlos enlaçam o engano do inverno, entre um gole e outro, assim espero. Se te arrepio em vento sobre branca-lua-em-n eve-cor, passe seus dedos em meus lábios e sinta o calor. Deslizar a língua em sua orelha, naquele segredo de liquidificador, escondendo seu nome em codinome não beijador. Labiar tua boca irei... cálido e com rubor.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Café com pão!
Piuí! Tic-tac!
Olha o menino no vagão!
Piuí! Tic-tac!
Chamo-me Pedro. - disse então.
Lá vai o trem atrás do trem!
Ê trem bão, sô!
Piuí! Tic-tac! Piuí! Tic-tac! Tic-tac! Tic-tac!
Estacão do alô!
OI! oi! ALÔ! alô! TUDO BEM, MOÇO? tudo ótimo e com você? BEM TAMBÉM!
Ê!!!
Trimmm!! Trimmm!!
Uma, duas, três, mil!
Piuí! Tic-tac! Piuí! Tic-tac!
Olha o menino do vagão!
Não é Pedrinho, não?
Oh, não sou, não! O Pedrinho não édo quinto vagão!
Lá vai o trem atrás do trem!
Toc-toc! Toc-toc!
Quem é?
É o Flávio!
Como cresceu! E o Pedrinho?
Pedrinho morreu! Ha-Ha-Ha... Você lembrou!?
Ha-Ha-Ha... Foi no vagão do alô!
Piuí? Tic-tac? Toc-toc? Oi? Alô?
Fiz sinal pro trem, moço!
Piuí! Piuí! Piuí!
Cadê o tic-tac?
Tá aqui, ó!
Piuí! Ê trem bão, sô!
O meninodo quinto vagão voltô!
Olha o menino no vagão!
Piuí! Tic-tac!
Chamo-me Pedro. - disse então.
Lá vai o trem atrás do trem!
Ê trem bão, sô!
Piuí! Tic-tac! Piuí! Tic-tac! Tic-tac! Tic-tac!
Estacão do alô!
OI! oi! ALÔ! alô! TUDO BEM, MOÇO? tudo ótimo e com você? BEM TAMBÉM!
Ê!!!
Trimmm!! Trimmm!!
Uma, duas, três, mil!
Piuí! Tic-tac! Piuí! Tic-tac!
Olha o menino do vagão!
Não é Pedrinho, não?
Oh, não sou, não! O Pedrinho não é
Lá vai o trem atrás do trem!
Toc-toc! Toc-toc!
Quem é?
É o Flávio!
Como cresceu! E o Pedrinho?
Pedrinho morreu! Ha-Ha-Ha... Você lembrou!?
Ha-Ha-Ha... Foi no vagão do alô!
Piuí? Tic-tac? Toc-toc? Oi? Alô?
Fiz sinal pro trem, moço!
Piuí! Piuí! Piuí!
Cadê o tic-tac?
Tá aqui, ó!
Piuí! Ê trem bão, sô!
O menino
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Da pele morena
Ei, você da pele morena
que tanto me aqueceu
que tanto me amou
Tenho aquela rosa pra te trazer de volta
tenho a gaivota do céu roxo que me deu
aquela gude queroubou
toco a folha com giz de cera do um
a que presenteou
Ei, você da pele morena e cabelos lisos
daquela voz que encanta
e que em todo canto traduziu amor
Ei, você da pele morena e riso frouxo e largo
que penso ser como eu que nunca esqueceu
Você da pele morena e corpo esguio
do palato doce e olhos vibrantes hipnotizantes
que tem erupções depeleamor
Você, da pele morena que me fez um vulcão
que me trouxe a concha grudadinha
singeleza mêsamor
Você da pele morena, do canto doce de palato
da lingua quente de vulcão
do corpo que ebuli erupção
que desalinha os acordes do meu coração
que hoje não mais comigo está
É você, da pele morena e cabelos negros e lisos
do palato com noite estrelada
aquela ultima água salgada não secou
e você da pele morena, voa como a gaivota do céu roxo que me deu
de volta pro ninho virá
É... da pele morena que sinto sabor
Demais
Jamais
Amais
há mais
De(s)mais
Sem(pre) mais!
que tanto me aqueceu
que tanto me amou
Tenho aquela rosa pra te trazer de volta
tenho a gaivota do céu roxo que me deu
aquela gude que
toco a folha com giz de cera do um
a que presenteou
Ei, você da pele morena e cabelos lisos
daquela voz que encanta
e que em todo canto traduziu amor
Ei, você da pele morena e riso frouxo e largo
que penso ser como eu que nunca esqueceu
Você da pele morena e corpo esguio
do palato doce e olhos vibrantes hipnotizantes
que tem erupções de
Você, da pele morena que me fez um vulcão
que me trouxe a concha grudadinha
singeleza mêsamor
Você da pele morena, do canto doce de palato
da lingua quente de vulcão
do corpo que ebuli erupção
que desalinha os acordes do meu coração
que hoje não mais comigo está
É você, da pele morena e cabelos negros e lisos
do palato com noite estrelada
aquela ultima água salgada não secou
e você da pele morena, voa como a gaivota do céu roxo que me deu
de volta pro ninho virá
É... da pele morena que sinto sabor
Demais
Jamais
Amais
há mais
De(s)mais
Sem(pre) mais!
sábado, 15 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
C O B E R _ _ _
Esse frio que envolve seu corpo e que nem sua carapaça permite aquecer. Essas mãos tão congeladas procurando se aquecer. Se encolhe na coberta, liga a TV e vê o mundo de fantasia à sua frente. Uma conversa a digitar lhe devolvendo amor à vida. O pirilum do aparelho a tocar. A cabeça a rodar pelo travesseiro, molhada ainda do chuveiro e um frio no golpe de ar. Treme o corpo por inteiro já não sabe se de frio ou de desejo. Se for de um jeito que seja por um todo, deixe a balança pesar. Se usar a pinça, use direito, deixe a cabeça pensar. Quer a conchinha, o recreio, o passeio e o despertar. Quer atenção o tempo inteiro, quer estar em todo lugar. Se for de estação, que seja inverno, pois de verão já não dá.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Num copo barato
Uns vão, outros vem... compasso eletrizante da vida... verdade escondida de outrem... o menino canta e rodopia, o palhaço faz da tristeza alegria, o malabarista brinca... joga com o mundo em suas mãos .. corre pra estação veja aquela menina... é a que tava lá na esquina. A folha que estava ali, não mais esta... o vento soprou, varreu ou talvez esteve na pá... roupa suja no varal, sinal de distração. Cruzadinha do jornal, pizza à francesa, assombroso furacão. Aquele ali já foi rato de praia, hoje vê a praia ao longe, da janela do trabalho ou de um possante. O espelho reflete sua face, e os olhos seu coração. Se seu passado até hoje te marcou, diz um foda-se para essa marca e dê o dedo ao lado do indicador, faça do presente seu passo pro futuro e afunile o afunilador. Pois se cinco mafagafos amafagafaram a mafagafa guifa velha, amanhã poderão te amafagafar. Não se ponha abaixo de ninguém, é um peso desnecessário... tome um vinho num copo barato e sirva-se da vida. Respire e não cesse seu viver!!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Jaaarêz!!
Esse grito amigo familiar que
todos faziam para chamá-lo! Ah, meu tio querido que tanto me conhecia. Que
saudades vou sentir do seu barulho a andar com suas muletas antecipando sua
chegada ao portão de casa! Seu feijão maravilhoso! Seu cuidado com as pessoas!
Seu auxílio às pessoas sem nada em troca pedir! Seu sorriso forçado à graça que
tanto nos fazia rir! “E aí, D. Baronesa... assistiu à novela hoje? Tava boa,
né?” ligando pra minha vozinha querida! Ai, meu tio Jaaarêz!! Sua companheira
inseparável sente sua falta, sente sua ausência e seu cheiro em cada canto de
nosso lar. Ela tá lá, encolhida do frio sobre seu casaco. Ai, meu tio! Lembro
de tantas coisas que me dizia, que talvez nem você mesmo se lembre. São
palavras de anos, meses e dias atrás. E como tava difícil te ver amarelo e
fraco... como tava difícil te ver sem escutar direito. E me vêm as
lembranças... aquelas que só eu acho que lembro, pois são únicas a mim. “Filho,
você tá precisando de algo?” “Filho, você quer algo pra comer?” Filho...
filho... filho! Ai, meu tio! Como queria ter feito mais por ti. Minha última
lembrança é de você me vendo pegar a bicicleta pra ir à rua e depois sem me
ouvir nem ver devolvê-la. Porque não falei contigo? Apenas o olhei, tentando
fazer o mínimo de barulho para não incomodá-lo. Depois o vi de olhos abertos,
penetrantes, ainda parecendo vivo. Quero que o Sr. saiba o quanto te amo! Sei
que já o sabia, mas quero aqui novamente dizer! Quero que saiba que o Sr.,
nosso Saci branco, nosso tio-pai, nosso tio-amigo, nosso tio-palhaço, nosso
tio-presente, o pai da Sukhi, esteja bem! Que o senhor descanse em paz! E eu...
eu vou gritar aqui dentro de mim seu “nome”... com aquele nosso eterno grito “Jaaarêz!!”.
Um beijo, com carinho.
terça-feira, 2 de abril de 2013
É...
É porque eu respeito sua vontade...
É porque eu gosto muito de você...
É porque eu torço que fique bem...
Se não fosse por isso eu já teria invadido sua casa, sua rua, sua escola
Já teria te agarrado
Já teria te dado aquele beijo e dito
EU TE AMO, PORRA! VOLTA PRA MIM!
quinta-feira, 28 de março de 2013
DEZassoCEGO dos INTA
E assim a gente segue. Talvez errando tentando acertar. Mas certo de não mais alguém magoar. Ciente de que está diferente, de que quer e está a fazer diferente, de que cresceu e muito está mudado. Mudança de mundo, mudança de vento, mudança do lado. Sem penar, apesar de as vezes autoflagelar o peito, a mente, o sossego. DEZassoCEGO. Se to fazendo o certo, se tudo que fiz foi errado, se ainda há erros e acertos a vir? Sei não. Só sei que seguirei a vida utilizando o que sempre esteve a minha volta. Vou artistar! Quero ser belo, humano e pueril como sempre fui e que tropeços não mais me afastem de mim. Cheguei! Tenho o final dos 30 ainda, aquele tempo que você pensa, analisa sua vida! INTA-pINTA-sINTA só não mINTA!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Olhos negros
Era um panda, por lágrimas. Aquele com os olhos envoltos por um circulo escuro.
Hoje ainda é panda, mas com olheiras por vitórias!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Me laça
São duas e quarenta e seis exatamente quando me disponho a voltar a escrever, pois a ultima vez que escrevi resumiu em si tudo aquilo que pensei poder vencer: a falta, a falta e a falta. Já se passaram dias e dias nesse embaraço compreensivo e desbaratinado que vai contra o que eu quero. O coração faz falta. Aperta. Ta tão encolhido que chega a ter espaço apenas para o que realmente falta. E vão as horas, os dias, meses. E nada muda. Aquela falta continua a aparecer. Ai vem lembranças da primeira alegria, da paixão, da perda, da volta e de quanto a paixão aumentava mais e mais e mais. Ai lembro de planos, da ausência, dos minutos que eram contados. E as interrogações surgem. São varias delas. Pontos imensos. Lembro do encaixe das pernas ao dormir, daquela respiração em cima da transpiração um do outro até se adequar para não sufocar dormindo. E como eu queria ao menos sufocar assim. Sufoco isso. E a lembrança dos olhos brilhantes, dos beijos acalorados e apaixonados, do sexo que era único. E me deparo com um vídeo em sépia que lembrei que havia feito. Vejo o beijo, o toque sedento e apaixonado. E mais interrogações surgem. Superar. Aguardar. Alarmado. E zilhões de coisas passam. Mirabolante são meus pensamentos. É a falta. Um dia te chamei de meu ópio e não imaginava o quão forte era esse vício. Se nem do cigarro eu consegui largar, quem dirá de você. Ai, como seria se... o tempo vai passando e eu respeitando a promessa feita de não mais te procurar e me vem a agonia do se... Se eu não te amasse, Se eu não visse que poderia te me fazer feliz tudo já estaria diferente. Mas e em sua cabeça o que se passa? Se passa ou nada passa? Me laça.!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Adeus!
Meu corpo
acordou cansado. Os olhos brilhantes aproveitando os últimos instantes daquele
momento que nunca mais se repetiria. Era a última vez que sentiria aquele
toque, aquela voz, aquela fala, aquele sorriso... e o som daquela respiração.
Nunca mais ouviria seus planos, suas angustias, seus saltos de felicidade, seus
olhos brilhantes, sua preguiça acordando, sua leveza ao deitar, seus movimentos
involuntários quando recebe carinho. O copo com a colher, uma mania linda sua.
Tenho medo de abrir o armário, de mexer no cantinho da bagunça do quarto sala e
encontrar uma poeira que me lembre você. Papai Noel deu e tirou de mim esse meu
melhor presente. “como ficarei sem sentir essa espinha?” – disse eu acarinhando
sua orelha. A ultima noite, debaixo do céu estrelado, com o blackout da cidade
que nos permitia ver as bolhas brilhantes do mar quando nos movimentávamos.
Aquela brisa... um último pedido de beijo que se realizou. Sim, nos amamos pela
última vez. Veio o carinho já saudoso. Era a última vez que meus olhos fitavam
esse olhar felino amoroso. Que dor, angustia. As lágrimas não cessavam,
sabíamos que aquilo ia acabar. Sua posição fetal de choro acalmada por água e
açúcar que também bebi... precisava, ainda preciso. Não me dei conta, mas dormi
e acordei pela última vez em seus braços. Uma sensação boa de proteção e amor.
Parecia que eu estava sonhando e aos poucos a realidade foi vindo a tona. Seu
caminho para o refrigerador “quer leite?” – foi a última vez que me perguntou
isso. Aceitei, pela última vez. E lá estava seu copo com a colher dentro, a
colher encostando em seu rosto. E o leite foi acabando e quando acabado deu
lugar a fumaça do cigarro que acendeu. E a cada trago o cigarro diminuía, e
conforme o cigarro diminuía, diminuía com ele o seu tempo perto de mim, e a
brasa do cigarro me queimava junto, ardendo cada vez mais, parecia sem filtro.
Suas coisas entrando na mochila. E eu me desfiz de algo que guardaria...
novamente uma blusa sua. “tem uma blusa sua no armário” – eu disse. E nada você
encontrava, parecia cego de tristeza, e o era. Achou a blusa cinza grafite, cor
que seria de nossa futura sala. Mais um cigarro aceso, agora ambos fumavam e
minhas lágrimas quase apagavam o meu. Olho para o canto e vejo novamente o copo
com a colher, vazio. Sua ação de por sua toalha, usada apenas duas vezes, no
cesto de roupa era mais um sinal do último, assim como meu último bilhete pra
você colocado escondido em sua pasta enquanto tomava seu banho. Foi em 11 de
dezembro de 2010 que trocamos o primeiro beijo, e exatos 2 anos depois demos o
último, mais uma vez esse último que insiste em aparecer. Terminamos os
cigarros e você me pergunta “onde está a chave?” eu embargado respondo e aponto
para ela, você sai sem a mochila, escuto o barulho do cadeado se abrindo, você
volta e fecha a porta para me dar um último abraço, um último beijo no rosto e
uma última frase “fica bem, vou indo.” E eu solto a voz pra dizer “essa é a
pior parte, te ver fechar essa porta, não quero ver isso.” E tapo meus olhos
com uma das mãos a soluçar enquanto você sai. Ouço o barulho do portão abrir,
fechar. O cadeado trancado. Corro o olhar para a janela, abro a cortina a
chorar e vejo pela última vez você andando em minha rua, apressado, querendo
sumir, arrasado e focado, sem olhar para trás. E vira a esquina, sumindo da
minha vista. Fecho essa cortina e me encolho e sussurro “ Adeus, mô!” Um último adeus ao
meu que se foi, mas que fica, aqui, pra sempre!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Talvez sim, ô não!
Hoje falaremos de amizade-amores... mas amizade-amores de verdade, daquelas que sobrevivem a chuvas e tempestades, das que continuam vivas mesmo com a separação da Pangeia. Em meio à todo o caos cinza umas flores coloridas brotam, sobrevivem, enquanto outras são girassóis que só te encantam quando há luz. Pois sim.... amizade-amores ou amores-amizade, como preferir. Sorrisos imensos e abraços apertados de outrora transformam-se em apenas uma folha do passado, aquela que você leu no início de um livro, que gostou da leitura e que lá na frente viu que não passou de ficção. Pois sim... é aquela coisa da mistura, do novo. Partido alto, saca?! Eu saco. Talvez a amizade-amores tenha existido. Talvez não. Talvez ainda existam. Talvez não. Talvez voltem a existir se existiram de fato. Talvez não. Lembro-me de uma coisa que li certa vez, sobre pessoas estrelas e pessoas cometas. Já vi tanto cometa e tanta gente que pensei que fosse estrela, mas que se mostram ser, mas apenas cadentes. E de fato isso me gera um incomodo, porém nada grave... nada que me faça morrer ou deixar de sorrir. São pessoas, não são? Pois sim... são pessoas. Saudades do tempo da caneta tinteiro, quando as letras se faziam bonitas como as palavras. Se cegas ou mudas, não sei. O negócio é deixar de lado, uma hora o vento bate e sopra toda a poeirinha. Varre ela! Umas horas, mesmo que longas, mudam tudo! Mas ai eu noto que há tanta amizade-amores de verdade em minha vida que até eu ajudo, com um sopro, o vento que afasta de mim esse vinho tinto de sangue!
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