domingo, 5 de julho de 2015

Meus

E por aí a gente anda. E por aí a gente vai. E por aí a gente samba. E a gente bamba demais. Mas no caminhar bambo da gente que anda e samba tem sempre uma mão que chama, tem sempre um olhar que clama e uma voz que acalenta. Se a gente não mais anda, não mais vai e não mais samba e bamba, mesmo assim haverá aquela mão, aquele olhar e aquela voz. E a gente por aí agradece. E a gente por aí se engana. E a gente por aí acerta. E a gente por aí se ama.

                                                (Daniel Martinez)

Aos amigos-familiares, aos amigos-amigos, aos meus.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Se(S)

A priori
    Priorize-se
        Precise-se
            Conte-se
                 Mire-se
                      No mais
                           Se faz
                           Se jaz
                  Atreva-se
              Atire-se
         Retire-se
         Livre-se
             Vista-se
                Olhe-se
                    Mexa-se
                       
  B   A   S   T   E   -   S   E

                              (daniel martinez)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Nó menó

É muito nó, muito laço. Nós moscada que arredoa a cabeça. Quando menó de idade a vida era mais simples. Pero nó tengo! Nódulos do destino. Nóvas espectativas? Nóvos ciclos? Nócaute? Nóva esperança e busca? Que nóta? Quem nóta? Há nóta? Anóta... Nó, interceda por mim! Boas nóvas virão!

domingo, 7 de junho de 2015

Eu, Martinez

Materno. Regido pela lua. Águas mexidas, brandas, turbulentas, solidificadas, derretidas, evaporadas e, por algumas vezes, em tsunami. Esse sou eu, canceriano com ascendência em escorpião, partindo para a idade de Cristo. Ouvinte de bossa, de fossa, de chorinho, de alternativas ímpares. Eurobrasileiro nas películas, mas assisto porcarias também. Apaixonado por dramalhões que fazem-me soluçar e ficar de olhos inchados. Compreendido na incompreensão, as vezes nem eu me compreendo e as vezes me dou total razão. Felino na carapaça do caranguejo. Vejo novela, critiquem-me. Impulsivo e paciente. Adaptável. Me atiro no que me proponho, desde que acredite. Tenho abraço que afaga, mas tenho dedo indicador também, o atiro para o alto ou para frente, mas sempre vendo que há outros quatro que olham pra mim. Caseiro que gosta de ver gente. Sonhador nato de pés descalços no chão. Adoro juntar letras num papel e dar uma de poeta. Tenho blog, sim. Adoro viver outros alguéns, fingir outra gente. E rir, gargalhar, muitas vezes sem som, mas sempre de ombros a tremer. Falo pelos olhos, reafirmo em gesto e desenho com a boca, caso necessário. Entendem? Amigo de poucos muitos. Canto desafinado e fora do ritmo. Não sei batucar na mesa. Aquele inseguro que precisa do cinto de segurança para parecer confiante. Releitura. Sinto-me deslocado no luxo, prefiro pés pretos e frutas tiradas do pé. Saudosista, rotineiro. Caio de paraquedas. Tenho medo de altura. Não gosto de aranhas. Mato baratas e mosquitos sem remorso. Ligo TV e não presto atenção. Fui CDF. Já plantei árvore, já escrevi livro e tenho alguns filhos. Sou de poucas e meias palavras, mas quando desato a falar, não paro. Caio de amores, mas se ralar eu choro, cuido, saro e saio. Sou um egoísta solidário. Levanto pra velhinha sentar. Lavo a louça, mas odeio secar. Quero vitrola, DVDs. Aime moi moins, mais aime moi longtemps.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

homi, dona tetequinha!

E hoje se vai grande parte de mim.
O vazio é tão grande que minha porção poeta está distraída.
"Nada conjumina!"
Só trago de ti o bom da vida.
Minha referência humana, minha referência de alma, de fé, bondade, afeto.
Suas rugas, seus traços, seus laços.
Cabe aqui uma tristeza calmante, uma falta de teclas, uma falta de dados.
Foram leituras, novelas, jogos, papos, filmes, abraços, beijos, afagos, cuidados.
Lembranças de quando criança, adolescente, jovem e adulto.
Seus cabelos brancos que, vez ou outra, cortei.
Seu caráter humano que muito contei.
Sua amizade ímpar que nunca esquecerei.
Para sempre Ely, hoje, aqui ou ali. Jamais te esquecerei.
Amor de vó.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Humana

Vazias e evasivas
Criam um deslumbre
Sobrepujam sentimentos
Ávidos, porém momentâneos

Pseudo alvos de alma
Naturais e inconstantes
Incoerência e falácia

Impróprios de seus próprios
Culpados de sua culpa
Libertos no arremesso das mesmas

Colam, decolam, recolam

Geração refil.

(Daniel Martinez)