E foi uma bonita despedida, com orações de três cantos, com suas flores em pétalas, com seus abraços apertados, mãos que se grudavam, ecos de conforto e desabafos contidos em lágrimas. Enquanto seu cortejo acontecia, o céu se abria em luzes de sol entre as nuvens e junto à estas outras luzes de outras cores já se viam naquele arco-ires sem chuva. Hoje tem festa no céu, os anjos choraram de alegria. Há um senhor e outros dois a te esperar. Uma, duas, dez ou 15 moedas para ajudar em sua partida. Reme devagar barqueiro, façam uma boa viagem!
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Um adeus ao meu velho! (em 27/3/2014)
E eu me alegro por tê-lo lúcido dois dias antes. Poderia ter tentado passar a noite lá, mas agora já foi. Uma quarta mal e ainda dificuldades no trabalho. A cabeça a mil. Consegui, enfim, fechar os olhos as 3:30 da madrugada e algum tempo depois o som de meu telefone foi entrando em minha mente. "Mãe" as 7:20... algo sério. Era a notícia de que meu velho havia piorado e ido para o hospital. O choro já no banho... um conformismo ainda sem muita aceitação. A chegada ao Rio, a ida ao hospital, os dois comprimidos brancos fazem efeito. Chego e minha avó a sair acompanhada de minha tia, minha irmã mais velha entra... e sai com sua face embebida de lágrimas e suas manchas vermelhas pelo corpo, fico p acalmá-la e é a vez da caçula, que também sai a chorar. Respiro fundo colocando o crachá de visitante com um, dois, agora três riscos. Entro pelo corredor, perco-me num entra e sai de portas de plástico. Avisto a temida sala vermelha, abro e demoro uns 5 segundos para reconhecer meu velho "picareta". Seu coma, suas lágrimas e seu respirar profundo. "Sou eu, seu filho, dan. "Balbuciei mais algumas palavras enquanto acarinhava seus cabelos brancos e beijava sua testa a dizer que o amava. Sai, minha irmã do meio entrou. Liguei para minha mãe, depois para minha amiga de outras vidas, vivi, que pediu que eu rezasse pedindo uma boa passagem. Sentei ao lado de minha avó, rezei em mente, segurei em sua mão e comecei a escrever essas palavras, quando noto abraços, choros, olhares. Era a temível notícia. Meu pai se foi. Deixando aqui saudades. Saudades para sua mãe e irmãs que tanto cuidaram dele. Saudades em amigos e familiares que tanto ajudou e fez feliz. Saudade em seus quatro filhos, que tanto amou. O pé de valsa, picareta que socava o cantinho da parede. "Tchau filhão!" "Tchau, velho! Beijo" "Beijo. Não se preocupe que tá tudo bem." Que Deus o acompanhe em paz!
terça-feira, 6 de maio de 2014
LÊ
São quadros
Gestos
Closes
Fotos
E fatos
São sonhos
Roubados
Rasgados
Colados
E alados
São letras
Enlaces
Impasses
Ataques
E faces
São garras
Talentos
Gostos
Gastos
E gatos
São felinos
Artistas
Palhaços
Sentimentos
E livramentos
São vidas
Fé
Corações
Almas
E palmas
São mãos
São dadas
Entrelaçadas
Armadas
E vidradas
Somos nós
Num compasso
Descompasso
Num caminho
Num canto
Somos nós
Artistas
Vagabundos
Imundos
E viris
Pueris
Adultos
Vorazes
Resgates
De uma arte infinda
E dará certo.
É fato.
É símbolo.
É simples.
É perto.
Feto.
Afeto.
Alego.
Alegre.
Infinito.
(Daniel Martinez)
Gestos
Closes
Fotos
E fatos
São sonhos
Roubados
Rasgados
Colados
E alados
São letras
Enlaces
Impasses
Ataques
E faces
São garras
Talentos
Gostos
Gastos
E gatos
São felinos
Artistas
Palhaços
Sentimentos
E livramentos
São vidas
Fé
Corações
Almas
E palmas
São mãos
São dadas
Entrelaçadas
Armadas
E vidradas
Somos nós
Num compasso
Descompasso
Num caminho
Num canto
Somos nós
Artistas
Vagabundos
Imundos
E viris
Pueris
Adultos
Vorazes
Resgates
De uma arte infinda
E dará certo.
É fato.
É símbolo.
É simples.
É perto.
Feto.
Afeto.
Alego.
Alegre.
Infinito.
(Daniel Martinez)
TRI(N)CÔ
Uma cabeça quente de tanto friamor.
E muda, emuda, emudece. Friamor, sofrívida, lapida.
Lápide mental!
Boca, peito, pêlos, arreios em arredores.
Trafego, trafico, transito pelos pêlos em peles de trajetos curviretilíneos.
Tráfego transitório de pensamentos retóricos reticentes.
Dentes trincados, trancados, trocados de uma ou duas bocas não minhas.
São linhas em novelos de lã. Tricô trintado e triturado de crenças e crendices de uma criança criatura que não cresceu.
Parece que padece e apeteceu quando apareceu. Mas denota uma nota e anota e arrota uma não derrota que açoita no final.
É o novelo de lã anã.
Canal banal de uma outrora animal.
Salada salgada de uma mista.
Missa ou ladainha.
Rainha ladainha.
Lá da Inha.
E unha, empunha, empurra e esmurra e urra e uiva e cativa, ai almeja, lacrimeja e gaseiquifica e fica e fica e fica e fica e fica e fica.
Figa!
(Daniel Martinez)
E muda, emuda, emudece. Friamor, sofrívida, lapida.
Lápide mental!
Boca, peito, pêlos, arreios em arredores.
Trafego, trafico, transito pelos pêlos em peles de trajetos curviretilíneos.
Tráfego transitório de pensamentos retóricos reticentes.
Dentes trincados, trancados, trocados de uma ou duas bocas não minhas.
São linhas em novelos de lã. Tricô trintado e triturado de crenças e crendices de uma criança criatura que não cresceu.
Parece que padece e apeteceu quando apareceu. Mas denota uma nota e anota e arrota uma não derrota que açoita no final.
É o novelo de lã anã.
Canal banal de uma outrora animal.
Salada salgada de uma mista.
Missa ou ladainha.
Rainha ladainha.
Lá da Inha.
E unha, empunha, empurra e esmurra e urra e uiva e cativa, ai almeja, lacrimeja e gaseiquifica e fica e fica e fica e fica e fica e fica.
Figa!
(Daniel Martinez)
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