sábado, 10 de novembro de 2012

Eu tenho que ir pra lua.

O fogo do palito se acende frente a minha face
e a nuvem logo vem
Foram uma, duas, três... dez, creio eu.

Na solidão, na ausência.
É falta do que fazer ou insanidade.
Perde-se idade.

Quero que sejam dez, oito, um.
Resta um.
A vida me chama, me clama.

Sair da tua.
Não te achar nem na rua.
Eu tenho que ir pra lua.

Ciao.


domingo, 30 de setembro de 2012

Marina


Anos atrás eu ouvia falar de semelhança e comparações
Pessoas que assemelham-se a X e Y
E ai fui vendo que isso realmente é possível
Conheci a fundo meu XX, meu XY
Codificado em códigos particulares
Quase ou certamente impenetráveis
Involuntários são
Numa mesa de bar, no sofá de uma sala,
Numa cadeira de festa, num banco de carro,
Num show, na cama,
Nos pés-de-cama
Nossos pés descalços, desnudos, imundos
Impregnados de toda nossa poeira-bobeira-boa
Lembro de uma folhinha de bloco miúdo
Folha que chegou em minhas mãos com todo olhar envergonhado
Olhar esse e aquele outro e outros que reconheço na hora
E a folhinha falava comigo, de mim, de nós, de nosso nó de amor
Falava de sementinha escondida de amor de irmão
Amor de irmão-amigo-confesso-honesto-imerso
Amor sem mapa, sem data, sem cuco, sem aspas
Meu liquidificador de emoções
Meu divã de acalanto
Meu samba de nós dois
Infinita e particular é você
Meu ser, minha amada, minha irmã
Nos-nós-nós-nos encontramos
Sem desatar os nós, que somos nós
Nós sempre nos amamos
Agora essa semente se multiplica
E se cultiva num outro tipo de amor que ainda desconheces
Dará a vida e um outro bloquinho terá
E eu ainda estarei aqui, sempre, sempre, sempre...
por que você, Marina...
Você nos pintou!



sábado, 26 de maio de 2012

20:30

O PIN da sms tocou,
eu não ouvi, 
mas quando vi 
só me restou sorrir!

"(...)boa noite pra vc :) bjs!"


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sorriu

A noite e o dia foram tão felizes que até a lua de 23 de maio se rendeu e sorriu pra mim. 


domingo, 20 de maio de 2012

g(D)iz

Pegue os gizes de cera que te dei... vamos colorir nossas vidas #Juntos

sexta-feira, 4 de maio de 2012

É Silva! É Selva! É seu! Incomum!


Ei!

Posso falar por mim, sobre ninguém atrevo a abrir minha boca e soltar um som. Escuta o som do silêncio...
Silêncio ao contrário! Selva, Silva, Salva! Comum! Comum de dois, de três, de mil! Comum não igual. Iguaria.

Pêeeee! – gritou a sirene.

Correm pra lá, correm pra cá. Treinamento anti incêndio. Amarra o cadarço... isso, duas orelhas de coelhinho, dá a volta e puxa! Pronto! Tá amarrado, pode andar!

Fûuuu! – brame o elefante.

Selva! Silva! Salva! Corre comum de mil gêneros. Literário no sentido anti horário! A Terra gira pra cá, gire pra lá.
Chiiii! Escuta! É o som do silêncio! Silêncio ao contrário! Pata, Leão, Elefante! Pata de elefante que corre do leão atrás da pata!

Iôiô! – anuncia a ambulância.

O que houve? É o coração! Tá batendo!? Tum-tum Tum-tum... Tá sim! Coração, Bate, Tum!
Tum, Tum-tum, Tum-tum-Tum-tum, TTTTTTT! Comum!

Tu-tu-tu. – avisou o telefone.

Alô, Elefante? Tu-tu-tu. Pata de elefante, pata de cavalo, pata de rinoceronte.
Bem, te, vi na floresta! Selva! Floresta! Silva! Salva! Saliva! Comum de algum gênero!

Bem-te-vi. – cagüete passarinho.

Te vi! Dedão apontado heim! Foi ele! Foi ele! Te juro por esses olhos que a terra há de comer. Olha a FACE dele.
Tu, tu, tu. Foi tu! Dedo mindinho, seu vizinho, fura olho, cata-piolho.

Cadê o queijinho que tava aqui? – perguntou a mãe.

Lá vai o gato atrás do rato, lá vai o gato atrás do rato, lá vai o gato atrás do rato. Achou?
Ri, ri, ri. É comum! Comum de algum gênero. É Silva, é Souza, é Selva! Se salva?

Pá-pá-pá. – bate o martelo na cabeça do prego.

Pá! Martelo! Sentença! Objeto direto! Sujeito da frase, qual é?
O gato quer comer o queijo? Quem quer comer o queijo? Quem comeu o queijo?

“    “. – disse a lua.

Silêncio quase ensurdecedor! Piu, piu, piu! COMRADioparafusodeporCA! Frec-frec-frec! Passa a chave de grifo. Aperta, aperta, aperta! Deixou bem justinho?

Tonhonnhonnhoin. – martelo na cabeça do desenho animado da TV produziu.

Um! Dói! Três! Mil! Não é comum do seu gênero.  Estrelas na cabeça!
Brilha, brilha, estrelinha!

1, 2, 3. – Contando carneirinho.

Béeeee! CAbrito! CAbresto! CAbreiro! CAbelo! Comum, com rá, com guerra!
É Silva! É “froide”! É foda! É selva! Pára Pedro, Pedro para, pára Pedro!

IIIIIII. – insatisfez-se.

Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais! Com ra-i-VÁ!
Selva, Silva, Silveira!

Pim. – tocou a mensagem.

Operadora, OPERAdora, óperaDORA! Doura a cebola, põe um salzinho! Taca o sal por trás do ombro!
Madonna. La isla bonita. Madonna, mandona. Madona de Cedro! Madonna de Jesus! Jesus! Lindo demais mel Dels!

Tum, Tum, Tum-tum-Tum-tumTum-tum. – coração avisando que ainda bate.

Forte... Brume o Elephante Gun! Seca! Soa! Sombra! Silêncio! Seu... silêncio. Som, Teu Espelho Algo Munito Olha! Espera Um Tesouro Esperto Aqui Menino Ouro TaBom?

Rá, rá, rá. – risada daqui.

Que se foda com rá! Elephante toca, Tum-tum-Tum-tum acelera, Cu-cu da espera, Toc-toc do vim te ver. Pá-pá-pá! Palmas! Ola de torcedores! Beijos de nosso amore!

Ahh. - disse a calma do meu coração!

Incomum de outro gênero!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Novo filme

Em breve neste blog mais um trabalho meu de audiovisual... Em fase de produção uma história de amor, amizade e entrega. Vocês vão curtir! Beijo nos corações!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ambiente comum

Estar ali sem você e sentir sua presença solta no ar. Local de amores, risos e afagos. Tapete de memórias, colcha de retalhos de nossa relação. Apreensivo, esperando em certa hora o toque da campainha pra ver você entrar pela porta naquele universo nosso, no nosso ambiente comum que marcou mais que qualquer um. Essas paredes viram o pedido de namoro, o primeiro amor, o nosso primeiro "enfim, sós". As lágrimas foram inevitáveis, cada canto ali era seu e meu. E isso se repetiu em suas ruas que involuntariamente faziam meus olhos procurarem por você. Dia nublado e chuvoso, assim como eu. Chuva essa que pode não lavar, mas que pode trazer o arco-íris que me guiará até meu pote de ouro... você! Preciso me distrair, mas até na distração vem você.

30-04-12... 9h34min

sábado, 28 de abril de 2012

Passarinho verde me contou!

Hoje acordei em Bossa! Bom dia!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Isso é ser!


Aquelas bolas de chumbo em meus pés acorrentados impedem-me de seguir em frente? Seguir em frente? Seguir... o que quer dizer “seguir em frente” ? Seguir adiante não sendo da maneira que deseja? Prefiro então essas bolas de chumbo acorrentadas aos meus pés. Não dou um passo a frente, não dou um passo atrás. Dizem que pés atrás são sinônimo de desconfiança, de descrença e eu acredito no amor que sinto, acredito na luz que emana de seu corpo a distância. Podes velar, escurecer minhas vistas, mas a luz advinda de meu sentimento ilumina sua face ainda viva em minha alma. Um ano, um ano e dois meses, adicione o um mês e doze dias anteriores, adicione os dois meses e cinco dias que já se passaram depois do término. Some. Não dá um terço do que quero, sinto e pretendo viver ao teu lado. Minha alma gêmea, minha fonte de luz, meu combustível do coração. Seus olhos ternos e apaixonados, seu falar, seu indagar, seu ser. Aqueles olhos que no dia de sua estréia me procuraram e fixaram nos meus na platéia, olhos meus que choravam de emoção. Emoção. Emoção que sinto quando te vejo, quando te sinto. Saudade tamanha. Saudade do seu cuidado, saudade da sua procura, saudade das nossas surpresas, saudades do nosso carinho, da nossa troca, criação, planos, toques-tatos, dos nossos gostos misturados. Saudade. Os erros e acertos. A falta da troca, da preocupação e da crença. O clima estava balançado, enxergava-se muito o eu-eu-eu-eu... cobrança por amadurecimento, amadurecimento por cobrança. Você não fez isso! Você não fez aquilo também! Cobranças isoladas que feriam, que envenenavam, que-que-que... quês, quais e porém. Razão! Ter razão! Li certa vez que quem tem razão em geral enfeia o amor, pois cobram, criticam e rotinizam e assim deixam de fazer o amor bonito. Por que enfeiamos tanto o amor? Inseguro? In-SEGUR(A)-ou minha mão[ mão esta que pedi, que ainda peço aos nossos anjos em minhas orações, mão esta que peço a Deus que não tire de mim. Pois esta sua mão é minha e de mais ninguém]. Eterno... é você! É o que eu sinto! Bolas de chumbo que não pesam! Não me impedem a força! Não, não me impedem a força! Não me prendem a força! O que me faz estatizar é o que acredito ser amor, pois se você não é minha alma gêmea, se você não é o que chamam de amor, eu nada mais sei. É você, só você! Que toda essa agonia sem lei, que toda essa espera seque as lágrimas do ruim, do feio e tragam a nós aquele sorriso inicial que te dei numa rede social tão vazia de gente bonita. Que esse amor que inveja, que esse amor não morra mas renasça. Que venha com força! Que venha com luz! Não quero que ele seja exemplo, quero que ele seja vivo, vivido por nós, apenas por nós, partes mais que interessadas e únicas partes que interessam. Que ele seja abençoado! Que ele seja doce, eterno e infinito. Com amor! Com química! Isso é ser Chimi! Isso é ser nós dois!

.

Era O e não UM... continua sendo O e não UM... Fomos UM e agora somos... O que não sai da minha cabeça! Perdura!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Reticências e aspas

E nada parece ser o bastante! "Afasta de mim esse cálice" ! Isola-me, destrói sem mesmo sentir que o faz... Mata-me pouco a pouco... Faz um caos estabelecido em minha mente e dilacera o coração que bate acelerado. Se acreditas em sentimento, se realmente confia nesses, por que? Adias, adias um reencontro que pode vir a não acontecer... perder-se para se achar... (?) ... Um egoísmo que entende-se... mas o mesmo egoísmo magoa! E propaga! E engole! E migalho! Isso não é um jogo, nunca foi... então não digas que te chamo para uma partida de segundo ou terceiro tempo... nada de pênalti! Pena(L)Ti-Pena(L)me! Sentença! Realmente acredita que o que sentes é verdadeiro (?) Que a escuridão a qual pouco a pouco coloca em frente de minha vista perante sua vida seja benéfica a você e que a mesma venha a mim servir com o propósito da calma! A única certeza que tenho agora é sobre o que eu sinto! Desconheço tudo mais que há a minha volta! Reticências e aspas

sábado, 24 de março de 2012

Praia no centro do Rio - banhistas invadem a Carioca!

Nada mais democrático que um dia de sol, nada mais carioca que um dia de praia. 
O Rio de Janeiro é urbano, é alegria, é irreverência.
É uma cidade única, com milhares de opções para quem gosta de se divertir e quer aproveitar tudo sempre ao máximo. 

Nesse Rio que te convida a pegar um sol em pleno Largo da Carioca, uma melhor opção pode surgir a qualquer momento.

Link no YouTube! http://www.youtube.com/watch?v=qrxqv8gVsn8&feature=autoplay&list=UUXdX-LVzLpFywmBvrDawYZA&lf=plcp&playnext=2

sexta-feira, 23 de março de 2012

Daninho



E lá estava
Em preto e branco sorrindo
Me senti esquisito
E com intuição eu fui lá

Deixei uma marca, um sorriso
Ainda inibido
Mas não pude evitar

E lá veio a resposta
Na arte e no nome
A se assemelhar

E essa inda e vinda se repetiu
A conversa fluiu
E surgiu um cantar

E foi cantando tão fácil
Que os livros já não tinham mais importância
E fomos nos encontrar

Me senti felizinho
Realmente um bocózinho
E minha agenda fiz borrar

Agora o que era esperança
Transformou essa lembrança
Com meu coração a palpitar

E hoje o sorriso apontado pro céu
Meu presente de Papai Noel
Se aconchega em meu ninho

Daninho

(Daniel Martinez)



terça-feira, 6 de março de 2012

Cromossomo Chi's

Ouvi muito, coisas lindas, mas o engasgo do choro abafou minha fala impedindo-me de dizer o que meu coração e mente queriam falar (era o mesmo)... Seria uníssono, similar, homogêneo, seria par, como sempre. E ao te ouvir sem te ver, mesmo assim eu te via, sabia cada gesto, traço, expressão, olhar, movimento... mesmo sem te ver eu te enxergava. Coligação. Saber visível de almas que se fizeram siamesas. Escorrem, escorrem... águas salgadas da nascente de meus olhos. Guardaremos apenas o que há, o que houve de bom! Lembra daquele vidro empoeirado da janela? Ainda possui um coração que bate, que cria, que floresce em um jardim que há muito tempo, melhor, que nunca havia sido terra produtiva e que agora está lindo e colorido por todo amor que fora, que é-lhe cultivado. Por minhas, porque não suas, minhas-suas-suas-minhas mãos jardineiras. Flores estas que colherei até meu último suspiro de vida. Pois essas flores são diferentes, são de nossa estufa e possuem cromossomos diferentes das variantes de letras X e Y... as borboletas drogadas do estomago desse nosso jardim são todas de nossa coordenada, sem variantes, apenas Chi's. 

Daniel Martinez

sábado, 11 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um brinde!

Em meio a copos-sorrisos-copos-sorrisos-copos-copos-gargalhadas. Fumaça. Chuva lá fora. Um som de pápápuncutcháplocploc ploc. Pés descalços, suor escorrendo, braço a braço, perna em perna, brincadeira de criança, até de criança velha. Contagiante aquela alegria. Um, dois, mais dois, mais duas, incontáveis crianças velhas. Sambando, entrando na roda, bestializando o ambiente. “Faltam cinco!” alguém gritou... “Faltam15!” alguém afirmou. Mas tudo tava besta demais. Aqueles pés pretos de poeira alegre. Bestas, só havia bestas, cada qual com seu nome e até aquelas de mesmo nome. A besta ANF no meio da roda, aquela ciranda. Braços, suores, pulos espremidos e espremendo-a. As bestas deslizando no chão aguado de sal e álcool, agarravam-se umas as outras tendo ANF como sol e as outras como planetas em orbita. Sim. Os pipocos já lá fora. Devia haver alguma beleza no céu, mas pra que céu se nosso mundo era quadradoretangular... cheio de positividades de bestas, cheio de energias positivas dos quartzos rosa e das frutas proibidas dos tempos de Adão e Eva. Pipocos não cessavam, abraços e desejos desejados e desejáveis ao pé dos ouvidos. Mais abraços, mais sorrisos. Começou o cadê?meu?pai?mãe?irmã?irmão?essa?droga?de?celular?congestionado?, mas antes disso uma prosa de verso poesia leitura viva de trechos num canto bem The Dreamers. Falas sonoras e rasgadas, improviso pensado e contido num coletivo de espelhos, encaixes perfeitos de um quebra cabeça de letras e corpos e copos e fumaças suadas salivadas. E antes até disto houve o choro do abraço, abraço nada contido e nada abafado, do um, do dois ao som da tromba do Elephant Gun que insistia em bramir e tornar tudo mais gostoso e real. E bem depois disso, ainda com os pés pretos, as bestas continuavam a pular, a passar, a se entrelaçar. Aqueles desejos desejados e desejáveis continuavam nos dentes brancos que até a maçã se rendeu e caiu de ponta cabeça em sua teoria da gravidade impotente. Quartzo rosa. Cliques sem chiliques. Alma artista de bestas. Vozes lá fora e desejos de felicidade ao próximo estranho(s). Poses nada posers. Quartzos rosas. Pés pretos descalços de bestas. Acalanto até em momento de descanso. Grudes. Três em uma, quatro na outra, duas em outra. Nada escolhido, nada separado. Eram apenas pés pretos, todos iguais. Pés de bestas felizes por estarem cansadas de tanto suarem de alegria. Brinda um, brindam dois, brinde a vida. A chuva não cessa. Quartzos, maçãs, claro de chuva. Pés pretos de bestializados. Ouve-se palavras sábias de um querido senhor “2011 deve ter sido tenso demais pois São Pedro não para de lavar”. Besta é tu que não acredita na felicidade do quartzo rosa, do pecado de Eva. Se não tens pés pretos, besta tu não é. Besta é tu.