sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Me laça

São duas e quarenta e seis exatamente quando me disponho a voltar a escrever, pois a ultima vez que escrevi resumiu em si tudo aquilo que pensei poder vencer: a falta, a falta e a falta. Já se passaram dias e dias nesse embaraço compreensivo e desbaratinado que vai contra o que eu quero. O coração faz falta. Aperta. Ta tão encolhido que chega a ter espaço apenas para o que realmente falta. E vão as horas, os dias, meses. E nada muda. Aquela falta continua a aparecer. Ai vem lembranças da primeira alegria, da paixão, da perda, da volta e de quanto a paixão aumentava mais e mais e mais. Ai lembro de planos, da ausência, dos minutos que eram contados. E as interrogações surgem. São varias delas. Pontos imensos. Lembro do encaixe das pernas ao dormir, daquela respiração em cima da transpiração um do outro até se adequar para não sufocar dormindo. E como eu queria ao menos sufocar assim. Sufoco isso. E a lembrança dos olhos brilhantes, dos beijos acalorados e apaixonados, do sexo que era único. E me deparo com um vídeo em sépia que lembrei que havia feito. Vejo o beijo, o toque sedento e apaixonado. E mais interrogações surgem. Superar. Aguardar. Alarmado. E zilhões de coisas passam. Mirabolante são meus pensamentos. É a falta. Um dia te chamei de meu ópio e não imaginava o quão forte era esse vício. Se nem do cigarro eu consegui largar, quem dirá de você. Ai, como seria se... o tempo vai passando e eu respeitando a promessa feita de não mais te procurar e me vem a agonia do se... Se eu não te amasse, Se eu não visse que poderia te me fazer feliz tudo já estaria diferente. Mas e em sua cabeça o que se passa? Se passa ou nada passa? Me laça.!

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