Não! - gritou ele.
Um grito abafado e sonoro
Temoroso
E assim começou...
Rei dos reis...
Rei Leão
Rei Apocalíptico
Rei a beira do precipício
Um Rei que se joga de cabeça sem medo
Que entra no jogo
Que fica na cegueira se assim for pra crescer
Em meio a pneus velhos
Espelhos e flores
Um Rei nato...
Profeta e Poeta
Ladrão de almas
Fingidor de gente
Rei, rei, rei...
A morte lhe cai bem
A coroa também
Se atire no precipício frente a multidão
Grite "Eu sou o Rei"
Olhares para o palco escuro
Sem luzes
Palmas... mas e se não fosse... e se não fosse o fim?
Luzes acendem-se
De volta aqueles olhos vibrantes
De volta aquele rosto francês
O talento sem fim.
(Poema dedicado ao Francês da Vila, o ator Daniel Brito)

2 comentários:
Muito belo...Daniel Brito é realmente inspirador ...
Brigadu... sim sim... esse francês da Vila...
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