Ouvi muito, coisas lindas, mas o engasgo do choro abafou minha fala impedindo-me de dizer o que meu coração e mente queriam falar (era o mesmo)... Seria uníssono, similar, homogêneo, seria par, como sempre. E ao te ouvir sem te ver, mesmo assim eu te via, sabia cada gesto, traço, expressão, olhar, movimento... mesmo sem te ver eu te enxergava. Coligação. Saber visível de almas que se fizeram siamesas. Escorrem, escorrem... águas salgadas da nascente de meus olhos. Guardaremos apenas o que há, o que houve de bom! Lembra daquele vidro empoeirado da janela? Ainda possui um coração que bate, que cria, que floresce em um jardim que há muito tempo, melhor, que nunca havia sido terra produtiva e que agora está lindo e colorido por todo amor que fora, que é-lhe cultivado. Por minhas, porque não suas, minhas-suas-suas-minhas mãos jardineiras. Flores estas que colherei até meu último suspiro de vida. Pois essas flores são diferentes, são de nossa estufa e possuem cromossomos diferentes das variantes de letras X e Y... as borboletas drogadas do estomago desse nosso jardim são todas de nossa coordenada, sem variantes, apenas Chi's.
Daniel Martinez
Nenhum comentário:
Postar um comentário